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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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GOVERNO APROVA NOVO PROGRAMA NACIONAL DE TURISMO DE NATUREZA

Mäyjo, 02.06.17

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O Governo aprovou um novo Programa Nacional de Turismo de Natureza (PNTN) para substituir o de 1998, um documento que procura promover uma “maior disseminação” desta área turística em “estreita articulação com os objectivos da marca Natural.PT”.

 

De acordo com o Observador, que cita a resolução do Conselho de Ministros publicada hoje em Diário da República, o novo PNTN tem como objectivo principal a “promoção e afirmação dos valores e potencialidades” através de produtos e serviços “inovadores e sustentáveis”, quer a nível natural, quer a nível de desenvolvimento local e património cultural.

Criado em Agosto de 1998, o anterior PNTN tinha aplicação limitada às áreas protegidas, no âmbito do quadro comunitário de apoio 2000-2006 e do Sistema de Incentivos a Produtos Turísticos de Vocação Estratégica (SIVETUR).

Segundo a introdução do diploma, este plano “está parcialmente executado nas medidas que se propunha implementar e desatualizado”.

O novo diploma surgiu na sequência da evolução do enquadramento legal aplicável e do Sistema Nacional de Áreas Classificadas (SNAC), onde o “turismo deve ser sustentável a longo prazo”.

Para áreas do SNAC foi criada a marca Natural.PT, que passou a diferenciar “uma rede de produtos, serviços e destinos sustentáveis de excelência”.

O novo PNTN funciona na “dependência dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo e da conservação da natureza, em estreita articulação com os responsáveis pela área do património cultural”.

O acompanhamento e a monitorização de execução do PNTN são desenvolvidos por um grupo de trabalho, que deve apresentar um relatório anual até ao dia 15 de Fevereiro do ano seguinte.

Foto: São Miguel, Açores, por Anna / Creative Commons

A montanha vertical de Hua Shan

Mäyjo, 26.01.17

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HUA SHAN, UMA DAS CAMINHADAS MAIS PERIGOSAS DO MUNDO

 

Foto: tefl Search / momo /  mararie / Ken Marshall / Creative Commons

 

 

EX-POSTO DE ESPIONAGEM É UM NOVO HOTEL NO MEIO DO ÁRTICO

Mäyjo, 05.08.15

 

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Isfjord Radio, um paraíso no Ártico

AMBIENTE, HISTÓRIA E GASTRONOMIA TENTAM COMBATER SAZONALIDADE DA PRAIA DO BARRIL, EM TAVIRA

Mäyjo, 22.06.15

Ambiente, história e gastronomia tentam combater sazonalidade da praia do Barril, em Tavira (com VÍDEO)

A sazonalidade é um dos grandes problemas do litoral português, sobretudo a Sul, e várias câmaras, universidades ou mesmo empresas privadas têm tentado combater este flagelo com o desenvolvimento da economia local e serviços ligados ao ambiente e biodiversidade.

É o caso da Praia do Barril, em Tavira, que lançou em 2013 um projecto de desenvolvimento turístico que aposta na criação de emprego, recuperação da história da praia e suas infra-estruturas e no turismo sénior e ambiental para criar uma oferta diversificada, que não seja tão dependente do Verão e do Sol.

“É uma forma de interpretação do território de uma forma diversa do que tradicionalmente tem sido feito. O recurso do território é o ponto de partida da criação de um novo produto turístico”, explicou ao Economia Verde António Almeida Pires, um dos responsáveis pelo projecto.

Numa primeira fase, o projecto lançou o desafio a 170 jovens licenciados desempregados, que se propuseram a um estágio profissional de um ano. Destes, foram escolhidos dez, licenciados em diferentes áreas – da engenharia alimentar à arqueologia – que trabalham sob a orientação dos coordenadores do projecto.

Com a recuperação da infra-estrutura chega também uma mercearia, que venderá apenas produtos locais, e um museu. A mercearia estará ligada à economia regional, agrícola e piscícola.

Assim, e enquanto o engenheiro alimentar cria um novo licor a partir da laranja e alfarrobas, a jovem arqueóloga trabalha no museu da praia do Barril. Até 1966, a pesca do atum teve um peso muito grande na praia. De Abril a Setembro, viviam naquele arraial cerca de 80 pescadores e suas famílias. É esta gente que o museu quer homenagear.

Serão também identificados percursos de natureza, que poderão levar as pessoas à praia do Barril no Verão, como já acontece, mas também no Inverno. Assim se tentará combater a sazonalidade do Barril. Este projecto foi pensado por uma bióloga, que interpretou o território e criou percursos para caminhadas.

Veja o episódio 246 do Economia Verde.

Foto:  Tolbxela / Creative Commons

Turismo alternativo

Mäyjo, 06.11.14

Entre as várias modalidades genericamente classificáveis como turismo alternativo destacam-se as vocacionadas para o desporto e actividade física, mas há que ter em conta que as atitudes das pessoas  face a modalidades de turismo alternativo, nomeadamente as relacionadas com a natureza, ou identificáveis com o turismo ativo, dependem logicamente, da idade, embora,  em certos casos, de uma forma aparentemente contraditória.

Nos domínios do desporto, as motivações e as modalidades mais atractivas encontram-se também em mudança.   A típica actividade de lazer e desporto deve ser encarada como um elemento suplementar entre actividades de férias disponíveis, pois, nos programas de férias, as actividades desportivas  são importantes na fase inicial em que as pessoas fazem a transição difícil entre o tempo de trabalho, sempre orientado pela eficácia, e o comportamento contemplativo e o relax de férias.

É também de salientar que se tem assistido nos últimos anos a um desinteresse  crescente pela prática desportiva tradicional, dando prioridade às actividades lúdicas, perfeitamente inscritas num contexto consumista e individualista. Assim, as actividades de ar livre aparecem, como alternativa para a ocupação de tempos livres, promovendo-a, de forma competitiva ou não, entre os seus praticantes, pelo que hoje, o desporto e a cultura deverão encontrar estratégias comuns.

Perante a diversidade dos conceitos de turismo alternativo, turismo rural, agroturismo, turismo verde e expressões semelhantes, pode admitir-se que contribuem para a confusão reinante e criam mitos novos num mundo saturado de velhos mitos, lendas e fantasias que conduzem ao engano e ao fracasso. Há que terminar com a crença de que as empresas turísticas vendem sonhos e bens imateriais, pois trata-se de bens e serviços perfeitamente tangíveis  de qualidade perfeitamente tangíveis, de qualidade perfeitamente exigível e controlável.

As denominações convencionais do turismo de sol e praia, turismo passivo, turismo de desporto e aventura, cultural e de itinerários, de negócios e incentivos, e tantas outras, podem substituir-se por produtos turísticos tipificados em função das actividades incluídas no plano de deslocação de ida e volta, que podem ser monográficas ou combinações de muitas actividades diferentes, ainda que igualmente normalizados e susceptíveis da aplicação tecnológica  dos módulos produtivos, sendo assim possível contemplar todas as motivações, todas as distâncias, todas as durações temporais e todos os países.

 

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